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    mai

    Veterinária faz alerta: “Uso do álcool em gel pode queimar a pata dos pets”

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    gatopata

    Tutores estão utilizado álcool em gel e detergente para higienizar a pata dos pets, mas esses produtos podem causar queimaduras e lesões.

    Com a chegada da pandemia causada pelo novo coronavírus muitas pessoas têm redobrado o cuidado com a higiene, fazendo o uso de máscaras e lavando as mãos com frequência. Com isso, o cuidado também tem sido tomado com os pets, entretanto, muitos tutores, após fazerem pequenos passeios com seus animais, estão higienizando as patinhas dos cães com detergente ou álcool em gel, duas substâncias perigosas para a saúde dos bichinhos.A médica veterinária especializada em dermatologia, Roberta Azevedo, conta que o pH da pele dos animais é diferente dos humanos.

    Com isso, o tecido da pele da patinha do bichinho é bastante fino e sensível, podendo sofrer ressecamentos e queimaduras ao entrar em contato com os dois produtos de limpeza.“O detergente consegue ressecar e tirar a proteção da pele dos humanos, logo, ele faz o mesmo com a dos pets. Mas o principal problema é que a pele do cachorro, por exemplo, consegue ser dez vezes mais fina que a nossa, então os danos para eles será também maior, podendo apresentar até mesmo queimaduras, pois é como se fosse um ácido para o animal”, afirma. Roberta conta ainda que esses produtos retiram toda a capa de proteção natural que existe na pele e nas patas do animal, e com isso, o pet pode ficar exposto a vários tipos lesões. Logo, a veterinária alerta que a rotina de higienização dos pets deve ser diferente e com produtos indicados para o ato. “Os animais não transmitem o coronavírus, o que pode acontecer é o vírus pousar no animal, então o tutor deve higienizar o animal por completo.

    O que eu recomendo é o shampoo à seco ou lenços higiênicos próprios para pets. Esses produtos possuem um composto chamado cloreto de benzalcônico, que age como um desinfetante, sem agredir a pele do animal”, afirma. Mudança de atitude O casal Rejane Moura e Davi da Mata reduziram o número de saídas com a cachorrinha deles, a Duda. Mas no início da quarentena, apenas deixavam um pano com desinfetante na porta para que ao entrar na residência, após os passeios, a pet pisasse em cima. Com o tempo perceberam que não era o ideal e passaram a usar lencinhos umedecidos. “Nós colocávamos o pano com desinfetante no chão e fazíamos a Duda andar em cima dele. Mas logo percebemos que além disso não limpar direito, o desinfetante poderia fazer mal à ela, então optamos por fazer o uso dos lenços umedecidos”, pontuam. O novo hábito tem oferecido um grau de higiene muito maior para a pequena Duda e também aos tutores.

    Fonte: metropoles.com

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