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    mar

    Por que gostamos mais de animais do que de gente?

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    Em pesquisa, 40% dos entrevistados disse que prefeririam salvar seu animal de estimação de uma situação de perigo em vez de uma pessoa desconhecida.

    Uma pesquisa realizada pelo Ibope em 2013 ouviu mais de 10 mil pessoas, revelando que 80% dos internautas do Brasil são donos de estimação em casa. Mais de 50% deles afirmou ter um cachorro, dos quais 28% admitiram ter vira-latas.

    Na planilha de gastos mensais, 46% investem mais de R$ 75 com os pets, e média de gasto por mês é de R$ 100. Calculando rapidamente, a manutenção de um cachorrinho pode custar em torno de R$ 1.200 por ano.

    Já no quesito limpeza, 52% dos animais recebem banho pelo menos uma vez a cada 15 dias, provando, mais uma vez, que os animais de estimação são parte de nossa vida e da nossa família.

    Será por isso que gostamos mais de animais do que de nossos semelhantes?

    Nos Estados Unidos, são muitos os exemplos de cachorros mortos em ações policiais durante apreensões de seus donos. O FBI estima 400 civis mortos anualmente em confrontos com a polícia, enquanto o número de cães é indefinido pela agência. Merrit Clifton, do site Animals 24-7, contabiliza de 300 a 500 cães mortos por ano nestas ocorrências policiais. Imaginar um cãozinho alvejado pela polícia indigna muita gente, certo?

    Sociólogos da Universidade de Northeastern reafirmam a ideia, dizendo “as pessoas ficam mais chateadas com as notícias de abuso de animais do que com ataques dirigidos a humanos”. Os estudiosos Arnold Arluke e Jack Levin foram mergulharam a fundo na relação fraterna entre humanos e animais. Os resultados são surpreendentes, para não dizer assustadores.

    Um dos estudos mostrava aos estudantes manchetes de um falso assassinato nas dependências da faculdade. Arluke e Levin mudavam as vítimas: um filhote de cão, um cão adulto, um bebê humano e um homem adulto.

    A história com o humano adulto como vítima levantou os menores índices de estresse emocional nos estudantes. O “vencedor” foi o bebê humano, mas o segundo lugar ficou com o filhote de cachorro, seguido de perto do cão adulto. Os pesquisadores concluíram que a importância emocional muda conforme o nível de opressão: quanto mais indefesos e desprotegidos, mais dó sentiremos.

    Psicólogos da Universidade Georgia, durante outro experimento, perguntaram para 573 pessoas quem elas salvariam se apenas um personagem da história hipotética pudesse sobreviver: o cão ou o humano.

    Dois fatores foram levados em conta na decisão. Primeiro, quem seria a pessoa em perigo? Um desconhecido poderia perder a vida por um cachorro? Segundo: quem seria o cão em perigo? 40% dos entrevistados afirmaram que prefeririam salvar seu animal de estimação em vez de um turista estrangeiro.

    Fonte: PetMag

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